Paula Caroline Ferreira, apontada como figura central do assassinato de José Gustavo Gargioni, deve cumprir pena de 26 anos e 8 meses de prisão por homicídio qualificado

Na foto, Paula Caroline Ferreira Rodrigues condenada por homicídio qualificado contra José Gustavo Bertuol Gargioni (à esq.) • Reprodução/Interpol l Reprodução

Paula Caroline Ferreira, de 32 anos, condenada pela morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, foi incluída na lista vermelha de procurados da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). A pena fixada pela Justiça do Rio Grande do Sul contra ela é de 26 anos e 8 meses de prisão.

A mulher deve cumprir pena pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe (conceito do Direito Penal brasileiro que define uma razão moralmente repugnante, abjeta, vil e que causa forte repúdio na sociedade), emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Paula Caroline mantinha contato frequente com o fotógrafo e, ao mesmo tempo, um relacionamento amoroso com um homem identificado como Juliano Biron da Silva.

Em julho de 2015, José Gustavo foi torturado e morto a tiros na Praia de Paquetá, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Durante as investigações, Paula Caroline e Juliano foram indicados como suspeitos e, posteriormente, acusados.

Na época do julgamento, o delegado Marco Antônio Guns, responsável pela investigação, disse que a mulher era a figura central do crime. Já Juliano foi condenado como o autor dos disparos. Ele ficou foragido entre 2024 e 2025 e deve cumprir pena de 18 anos de reclusão, em regime fechado.

As investigações apontaram que Juliano era ligado à maior facção criminosa no estado e foi preso, em 2025, pelas Polícia Nacional boliviana e a Polícia Federal brasileira, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

Lista vermelha de procurados da Interpol

A “lista vermelha” da Interpol é, na verdade, o conjunto de Difusões Vermelhas (Red Notices) ativas publicadas pela Organização Internacional de Polícia Criminal.

Trata-se do alerta de maior gravidade emitido pela instituição, funcionando como um aviso internacional para localizar e prender provisoriamente indivíduos procurados pela justiça de um país, ou por um tribunal internacional, com vistas à sua extradição.

A Difusão Vermelha é reservada a crimes graves do direito comum, como homicídio, tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção, fraudes financeiras e crime organizado

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