Cirurgião detalha o papel das canetas emagrecedoras entre pacientes que fizeram ou desejam fazer cirurgia bariátrica

Belo Horizonte terá congresso para debater o tema • Banco de imagens/ Canva
O número de adultos brasileiros com obesidade cresceu 118% entre 2006 e 2024, segundo dados da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) de 2025. As canetas emagrecedoras e a cirurgia bariátrica estão entre as principais opções de tratamento para o problema.
“Nas últimas décadas houve um boom da obesidade e a indústria se moveu para isso. Vemos hoje um auxílio muito grande com a chegada das canetas, que ajudam a combater a doença. Ninguém quer ser obeso e não existe o mito do ‘obeso feliz’; a obesidade traz problemas graves como apneia do sono, diabetes, pressão alta e afeta a autoestima do paciente”, explica o cirurgião Renê Berindoague, presidente da Sociedade Mineira de Cirurgia Bariátrica, em participação no programa Rádio Vivo, da Itatiaia, nesta quarta-feira (23).
O médico explica se as canetas emagrecedoras podem substituir a cirurgia e a relação entre as duas opções de tratamento. “Existem pacientes indicados para tratamentos clínicos com canetas e perfis em que indicamos a cirurgia. Com essa individualização, quem ganha é o paciente. Vemos vários tipos e gerações de análogos, e nem sempre a caneta mais cara é a mais indicada”, avalia.
O especialista explica que os medicamentos podem complementar o tratamento com a cirurgia bariátrica. “Eles podem ser usados antes da operação, após a operação, e também em pacientes que operaram há cinco ou seis anos e tiveram recorrência de peso. Existem múltiplas opções, daí a importância de individualizar o tratamento para cada perfil de paciente.”
Belo Horizonte recebe congresso que debate o tema
Belo Horizonte recebe, de 30 de setembro a 2 de outubro, o 26º Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Mais de 1.700 especialistas de 15 países diferentes confirmaram presença, incluindo psicólogos, nutricionistas, nutrólogos e preparadores físicos.
“Já passamos de 1.700 inscrições em um encontro que envolve todas as equipes multidisciplinares que tratam a obesidade, com muitas novidades”, reforça o médico. As inscrições e a programação do congresso estão disponíveis no site da SBCBM.
Entre os temas abordados, estão:
- Cirurgia bariátrica e metabólica em pacientes de alta complexidade;
- A interface entre cirurgia geral e cirurgia bariátrica;
- Novas técnicas regulamentadas: um ano depois;
- O papel do cirurgião bariátrico no centro do tratamento da obesidade;
- Inteligência artificial e novas tecnologias aplicadas à cirurgia;
- O cuidado integrado do paciente com obesidade.


