Ludmilla Guilhermino foi vista pela última vez em 28 de outubro, na saída de uma escola infantil; marido encontrou carta no carro da mulher com mensagens de despedida, o que aumentou a preocupação dos familiares

Ludmilla Guilhermino, de 31 anos, foi vista pela última vez no dia 28 de outubro de 2026. • Imagens cedidas à Itatiaia
A família de Ludmilla Guilhermino, de 31 anos, procura informações sobre o paradeiro da mulher, desaparecida desde a última quarta-feira (28), após sair do trabalho no Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) São Luiz, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo os familiares, ela se despediu dos colegas no fim do expediente, mas não voltou para casa. O celular permanece desligado e, desde então, não houve mais contato.
Ludmilla é mãe de quatro crianças. O desaparecimento aconteceu por volta das 16h, na saída da instituição de ensino. A reportagem da Itatiaia conversou com a cunhada dela, Quezia Remigio, que relatou que a mulher deixou os pertences na escola, levando apenas o celular. O carro também permaneceu no local, com as chaves.
A preocupação aumentou depois que o marido de Ludmilla, Júlio Marques, encontrou uma carta no porta-luvas do veículo. Supostamente escrita por ela, a mensagem continha declarações negativas sobre si mesma, nas quais dizia não ser uma boa mãe e esposa, se descrevendo como uma pessoa horrível.
Informações sobre desaparecimento
Em áudios enviados à Itatiaia, Júlio disse que o texto também mencionava a possibilidade de tirar a própria vida. Durante o relato sobre o desaparecimento, o marido contou que a quarta-feira (28) começou normalmente. Ludmilla teria saído para trabalhar depois de almoçar, fez um lanche e se desoediu dele com um abraço e declarações de carinho.
Durante o dia, os dois não tiveram mais contato. Ao perceber que ela não havia retornado para casa, Júlio tentou ligar para o celular, mas não obteve resposta. Inicialmente, ele imaginou que pudesse ter acontecido algum problema com o veículo.
Com o passar das horas e diante da ausência de notícias, começou a procurar informações sobre possíveis acidentes e a verificar se a mulher havia dado entrada em hospitais e unidades de saúde de Contagem.
Segundo o marido, a preocupação também estava relacionada ao estado emocional de Ludmilla. Ele relatou que ela fazia uso de medicamentos antidepressivos e que havia descoberto recentemente uma possível combinação dessas substâncias com outro produto.
A família suspeita que a mulher pudesse estar passando por um episódio de alteração do estado mental, mas não há confirmação sobre as circunstâncias do desaparecimento.
Júlio também contou que procurou a escola onde a esposa trabalhava para tentar obter imagens de câmeras de segurança e recuperar os pertences e a chave do carro. Segundo ele, houve dificuldades para acessar o veículo e os objetos pessoais da mulher.
A retirada da chave ocorreu posteriormente, com a presença de uma equipe policial e da irmã dele, Quezia Remigio. Foi durante essa ocasião que ele encontrou a carta. Apesar da preocupação com a possibilidade de que ela tenha atentado contra a própria vida, Júlio afirma manter a esperança de encontrá-la viva.
Ludmilla Guilhermino
Ludmilla Guilhermino é uma mulher alta, magra, de pele morena e cabelos castanho, na altura do ombro. No dia do desaparecimento, ela vestia calça jeans, blusa e tênis preto.
Em caso de informações que possam ajudar a localizá-la, é possível entrar em contato com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por meio do disque-denúncia 181. A família também disponibilizou o número (31) 31 9505-2942.


