Em nota, parlamentares democratas acusam o presidente americano de “negacionismo eleitoral” e criticam Flávio Bolsonaro por se declarar “presidente eleito

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump • Official White House Photo by Daniel Torok.
Os principais líderes do Caucus Progressista do Congresso dos Estados Unidos (EUA) exigiram nesta sexta-feira (30) que o presidente Donald Trump reconheça a vitória do presidnete Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Brasil. Em nota, o presidente do grupo, Greg Casar (Texas), a vice-presidente, Ilhan Omar (Minnesota), e o whip, Jesús “Chuy” García (Illinois), acusam Trump de agir em parceria com o senador Flávio Bolsonaro (PL) na negação do resultado das urnas.
O Caucus Progressista é um grupo informal de cerca de 100 parlamentares da ala mais à esquerda do Partido Democrata.
“Trump continua intensificando seu negacionismo eleitoral”, afirmam os deputados. Segundo eles, Lula venceu “de forma decisiva” o segundo turno, no domingo (25), por mais de 4 milhões de votos, e ainda assim Trump chamou a eleição de “fraudada” e “corrupta” e “se recusou a reconhecer o resultado”.
Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 de Flávio, 48,21%. Na segunda-feira (26), Trump disse que a eleição brasileira “pareceu mais uma eleição fraudada”. Dois dias depois, ele voltou a criticar o processo, afirmando que não tomou partido na disputa e que aprovaria a entrada de Flávio nos EUA.
A nota também mira o senador Flávio Bolsonaro, que viajou aos Estados Unidos após a derrota. “Assim que Flávio Bolsonaro desembarcou na Flórida, agradeceu a Donald Trump pelo apoio e afirmou que a eleição no Brasil foi roubada, chegando ao absurdo de se declarar o legítimo ‘presidente eleito'”, diz o texto.


