Polícia cumpriu mandados em cinco cidades da Grande BH; investigados ostentavam carros de luxo e dinheiro nas redes sociais para esconder esquema criminoso

Investigados exibiam carros de luxo, grandes quantias em dinheiro e um estilo de vida incompatível com a renda • Divulgação | PCMG
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quinta-feira (2), a operação Cortina Digital, que investiga uma organização criminosa suspeita de comandar o tráfico de drogas, lavar dinheiro e praticar outros crimes na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e o bloqueio de mais de R$ 7,7 milhões ligados ao grupo.
As ações ocorreram em Belo Horizonte, capital do estado, e nas cidades de Contagem, Betim, Ribeirão das Neves e Santa Luzia, todas na Região Metropolitana. Durante a operação, os policiais também apreenderam veículos de alto padrão, entre eles duas BMW, um Audi, duas motos aquáticas e duas caminhonetes Toyota Hilux.
Confira imagens dos veículos apreendidos:
Influenciadores de fachada: operação mira grupo suspeito de lavar R$ 7,7 milhões do tráfico em MG
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Segundo a investigação, os principais alvos são dois irmãos, de 37 e 40 anos, apontados como responsáveis por estruturar um esquema de lavagem de dinheiro para ocultar os lucros obtidos com atividades criminosas. De acordo com a Polícia Civil, a dupla utilizava empresas de fachada e uma rede de pessoas para movimentar os recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.
As apurações começaram há cerca de três meses, após a polícia identificar publicações nas redes sociais em que os investigados exibiam carros de luxo, grandes quantias em dinheiro e um estilo de vida incompatível com a renda declarada. Conforme o delegado Domiciano Monteiro, os suspeitos se apresentavam como influenciadores digitais para dar aparência de legalidade ao patrimônio. Ainda segundo a investigação, o grupo exercia o controle do tráfico de drogas em bairros da região Norte de Belo Horizonte e em Ribeirão das Neves. Além disso, há indícios da prática de extorsão, agiotagem e outros crimes.
A Polícia Civil informou que também encontrou elementos que reforçam a suspeita de agiotagem. Mensagens analisadas pelos investigadores fazem referência ao pagamento de juros por meio de transferências via Pix. Em alguns casos, veículos teriam sido entregues aos investigados como forma de quitar dívidas. Os dois principais investigados já possuem registros por crimes como tráfico de drogas, homicídio e extorsão. As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira da organização criminosa.


