Equipes trabalham contra o tempo entre os escombros de imóvel que abrigava asilo, academia, clínica de bronzeamento e residência; uma pessoa morreu

O Corpo de Bombeiros mobilizou cães de busca, detectores de vida e equipamentos de corte para localizar as 13 vítimas soterradas
 após o desabamento de um prédio que abrigava um asilo no bairro Jardim Vitória, na Região Noroeste de Belo Horizonte, na madrugada desta quinta-feira (5). As equipes também trabalham contra o tempo para encontrar sobreviventes sob os escombros. No local, uma pessoa morreu.

Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, Henrique Barcellos, os militares utilizam ferramentas especializadas para tentar identificar sinais de vida e acessar possíveis bolsões onde vítimas possam estar presas.

“Temos equipamentos especializados, detectores de vida, cães de busca e ferramentas de corte de estruturas. Estamos lidando com concreto e alvenaria, então é preciso fazer cortes para conseguir chegar até essas vítimas, preservando ao máximo as condições delas”, explicou.

De acordo com o tenente, o resgate exige rapidez, mas também muita cautela, já que é necessário evitar novos deslizamentos da estrutura.

“A luta contra o tempo é trabalhar com agilidade, com cautela. Sabemos que esses bolsões de ar que podem se formar em uma ocorrência como essa são vitais. Chegar até essas vítimas quanto antes é o nosso propósito aqui”, afirmou Barcellos.

Os chamados bolsões de ar podem se formar entre os escombros e permitir que vítimas sobrevivam por mais tempo enquanto aguardam resgate.

Estrutura do prédio

Conforme as informações levantadas pelas equipes de resgate, o prédio tinha quatro pavimentos. No subsolo, funcionava uma garagem com uma clínica de bronzeamento. No primeiro pavimento, estava instalado o asilo, que abrigava cerca de 23 moradores distribuídos em seis quartos.

O segundo andar era utilizado como residência, enquanto no terceiro pavimento funcionava uma academia. Os bombeiros também trabalham para identificar quem ainda pode estar sob os escombros. Segundo o tenente, as equipes fazem um levantamento do perfil das vítimas e dos locais onde elas estavam no momento do desabamento.

“Nosso trabalho agora é localizar as pessoas que ainda não foram retiradas, identificar quem estava morando, trabalhando ou hospedado no local e qual a maior probabilidade de onde essas vítimas possam estar”, disse.

Prédio estava regular

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que o imóvel estava regularizado junto ao município. Segundo a Secretaria Municipal de Política Urbana, o local possuía alvará de localização e funcionamento para a atividade de lar de longa permanência de idosos, com validade até 2030.

Já a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o estabelecimento também tinha alvará sanitário válido e regular. De acordo com a pasta, a última vistoria da Vigilância Sanitária foi realizada em janeiro de 2026.

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