Profissionais decidiram em assembleia realizada na última quarta-feira (11) pela greve em tempo indeterminado

Os trabalhadores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) entram em greve a partir desta terça-feira (17) em reivindicação por melhores condições de trabalho e salariais. A ação foi decidida pelos profissionais
 em assembleia realizada na última quarta-feira (11). A instituição conta com mais de 13 mil profissionais e possui 15 unidades assistenciais em BH, Região Metropolitana e no interior de Minas Gerais.

A greve é em toda a rede, mas as unidades mais afetadas devem ser o Hospital Pronto Socorro João XXIII, Maternidade Odete Valadares, Hospital Infantil João Paulo II, Hospital Alberto Cavalcanti, Hospital Júlia Kubitschek, Hospital Eduardo De Menezes e o Instituto Raul Soares – Psiquiátrico (veja a lista completa de unidades afetadas no fim da matéria).

De acordo com o Sindpros e a Asthemg, os trabalhadores vão manter uma escala mínima, com objetivo de garantir a prestação de serviços e cuidados a todos os pacientes. Os profissionais alegam que o Governo de Minas Gerais não apresentou soluções para os problemas apontados pelos servidores, como

• reajuste salarial abaixo da inflação;
• descontos indevidos nos salários;
• retirada e sonegação de direitos trabalhistas;
• graves riscos à assistência aos pacientes devido a medidas administrativas da gestão;
• descumprimento de acordo;
• falta de propostas e respostas efetivas por parte da Fhemig/Seplag.

A reportagem entrou em contato com a Fhemig, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria. O conteúdo será atualizado quando o posicionamento chegar.

Em entrevista à Itatiaia, o presidente do sindicato Carlos Martins alegou que o governo de Minas Gerais não paga o piso da enfermagem, mas uma complementação no salário para alcançar o valor estipulado. O líder sindical também reclamou das condições de trabalho e estruturais.

“No hospital de Barbacena, por falta de uma cobertura entre a porta de saída do hospital e o local onde a ambulância para para pegar esses pacientes, ou trazer pacientes ,ou levar para exame, não tem cobertura nenhuma. Nesse período de chuva, a gente tá tendo que levar o paciente na base de chuva mesmo, empurrando em maca, até chegar na ambulância, ou juntar um grupo de pessoas com guarda-chuva para ficar transportando”, lembrou Martins.

Ainda conforme o presidente do sindicato, diversos trabalhadores acionaram a entidade para denunciar que pacientes têm sofrido consequências negativas relacionadas à uma mudança no sistema da Fhemig.

“Já levamos isso à Fhemig, eles ignoraram. Agora, no mês de fevereiro, a Fhemig exigiu que os funcionários plantonistas tivessem que no dia de folga vir trabalhar um plantão a mais, porque alegaram que como o mês tem só 28 dias, eles queriam que a gente cumprisse uma carga horária como se fosse o mês de 31. E lançaram o plantão, descontaram e puniram quem não veio trabalhar”, acrescentou.

O líder sindical citou, ainda, problemas estruturais nos hospitais da Fhemig. Carlos Martins lembrou de um vazamento no teto do ambulatório do Hospital João XXIII, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A situação ocorreu em novembro de 2025.

Na ocasião, vídeos obtidos pela Itatiaia flagraram grande volume de água saindo do teto, inclusive de lâmpadas e tomadas. “Recente, teve aquele problema aqui no João 23 da chuva por falta de manutenção. Isso tem ocorrido também em outros hospitais”, afirmou à reportagem.

Na ocasião, a Fhemig afirmou que as intervenções emergenciais, que já acontecem, iriam restabelecer o funcionamento adequado das áreas atingidas nas próximas horas.

Veja quais são as unidades administradas pela Fhemig

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