Bebê deu entrada na UPA já sem vida nessa terça-feira (7); equipe médica acionou a PM

Jovem tem pelos menos três passagens pela Polícia Militar • Divulgação PM
A mãe e o padrasto do menino de 1 ano e 8 meses, que morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, em Belo Horizonte, o deixavam preso em um chiqueirinho e tampavam o rosto dele para que ele não olhasse para o casal, relatou uma pessoa ligada à família nesta quarta-feira (8), horas após a morte da criança, na noite dessa terça (7).
Segundo a testemunha, a mãe e o padrasto se incomodavam quando o bebê olhava para eles. Por isso, deixavam a criança presa e coberta, antes mesmo de completar um ano de vida.”Ele não era o pai das crianças, mas ela [a mãe] deixava [ele cometer as agressões]. A sensação que fica é de impotência”, afirmou a testemunha, em entrevista à Itatiaia.
Ela ainda acrescentou que os maus-tratos eram frequentes tanto com a vítima, quanto com o irmão mais velho, que não teve a idade revelada. Ainda conforme a testemunha, o casal é usuário de drogas. “Eles compravam droga, mas não compravam comida para dar aos meninos. É realmente muito triste”, contou.
Um parente do padrasto do menino chegou a denunciar o casal ao Conselho Tutelar. No entanto, eles continuaram com a guarda dos irmãos. A testemunha revelou ainda os dois foram expulsos do aglomerado Cabana do Pai Tomás devido às agressões contra as crianças.
Ouvido e liberado
A criança deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, que atualmente atende no bairro Alto Barroca, na noite dessa terça-feira (7), levado pelo padastro. A equipe médica acionou a Polícia Militar (PM) após perceber que o menino chegou ao local sem vida; a temperatura indicava cerca de uma hora da morte, e ainda havia sinais de violência. O garotinho tinha vários hematomas pelo corpo, inclusive no rosto, e sangramento no nariz.
Ouvido e liberado
A criança deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, que atualmente atende no bairro Alto Barroca, na noite dessa terça-feira (7), levado pelo padastro. A equipe médica acionou a Polícia Militar (PM) após perceber que o menino chegou ao local sem vida; a temperatura indicava cerca de uma hora da morte, e ainda havia sinais de violência. O garotinho tinha vários hematomas pelo corpo, inclusive no rosto, e sangramento no nariz.Homem tem passagem por estupro de vulnerável
O padrasto do menino, de 32 anos, tem um Boletim de Ocorrência (BO) registrado por estupro de vulnerável. O caso ocorreu em janeiro de 2018, em Bom Despacho, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, e a vítima era uma criança de 12 anos.


