Menino foi levado à UPA pelo padrasto; médicos constataram o óbito e acionaram a PM

A Polícia Civil concedeu entrevista coletiva sobre as investigações • Divulgação | Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais informou, nesta quarta-feira (8), que o padrasto, de 32 anos, do menino de 1 ano e 8 meses que morreu na UPA Oeste, em Belo Horizonte, foi ouvido e liberado. Ele segue sendo investigado pela PC.
O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), e um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso. “A instituição aguarda a conclusão de laudo pericial que possa atestar as circunstâncias e a causa da morte”, dizia a nota.
A criança deu entrada na UPA na noite dessa terça-feira (7) já sem vida. A temperatura indicava cerca de uma hora da morte, e o corpo tinha sinais de violência. Ele tinha hematomas no corpo e sangramento no nariz.
O padrasto foi quem havia levado o garotinho à UPA. Ele disse que ficou com o menino enquanto a esposa estava em trabalho de parto e, quando foi visitá-la, o deixou com um parente. Ao retornar, o garoto estava vomitando. Diante da situação, disse ter levado o menino para a UPA, onde foi constatado que nada mais podia ser feito.
Tortura
A mãe e o padrasto deixavam o menino preso em um chiqueirinho e tampavam o rosto dele para que ele não olhasse para o casal, relatou uma pessoa ligada à família nesta quarta-feira (8), horas após a morte da criança, na noite dessa terça (7).
Segundo a testemunha, a mãe e o padrasto se incomodavam quando o bebê olhava para eles. Por isso, deixavam a criança presa e coberta, antes mesmo de completar um ano de vida.”Ele não era o pai das crianças, mas ela [a mãe] deixava [ele cometer as agressões]. A sensação que fica é de impotência”, afirmou a testemunha, em entrevista à Itatiaia.
Ela ainda acrescentou que os maus-tratos eram frequentes tanto com a vítima, quanto com o irmão mais velho, que não teve a idade revelada. Ainda conforme a testemunha, o casal é usuário de drogas. “Eles compravam droga, mas não compravam comida para dar aos meninos. É realmente muito triste”, contou.
Um parente do padrasto do menino chegou a denunciar o casal ao Conselho Tutelar. No entanto, eles continuaram com a guarda dos irmãos. A testemunha revelou ainda os dois foram expulsos do aglomerado Cabana do Pai Tomás devido às agressões contra as crianças.
Homem tem passagem por estupro de vulnerável
O padrasto do menino, de 32 anos, tem um Boletim de Ocorrência (BO) registrado por estupro de vulnerável. O caso ocorreu em janeiro de 2018, em Bom Despacho, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, e a vítima era uma criança de 12 anos.


