Profissional explica quando a ansiedade dos filhos deve preocupar os pais e como combater

Dores de barriga sem causa clínica pode ser sinal de ansiedade 

ansiedade manifesta-se em crianças por meio de sinais como medo excessivo de cair ou de ficar longe dos pais, por exemplo. Essa tensão é externalizada por meio de choro, “birra” ou recusa em sair de casa. Entre adolescentes, comportamentos como queda na performance escolar e ansiedade social podem indicar problemas de saúde mental.

A psicóloga clínica Christiane Marques explica quando os pais devem se preocupar com a ansiedade dos filhos. “A ansiedade é normal do ser humano e não tem cura. Ela se torna uma patologia quando começa a limitar a vida social, criando dificuldades de socialização ou de desenvolvimento escolar. É importante notar mudanças repentinas de comportamento. Se uma criança sociável se torna retraída, ou se a timidez fica exacerbada, há algo acontecendo. Alterações no sono, apetite, humor, dores de cabeça ou dores de barriga são sinais de alerta”.

A profissional explica como a ansiedade social se manifesta em crianças e quais as diferenças em relação à timidez. “Ficamos quietos em ambientes novos até nos familiarizarmos, mas na ansiedade social a criança não se socializa mesmo quando chamada para brincar. As dores de barriga e de cabeça, se descartadas causas médicas, são sintomas clássicos de evitamento. Eles têm medo de frequentar lugares cheios, barulhentos ou fechados por receio de terem uma crise e não conseguirem sair”.

Entre os fatores que podem causar ansiedade, a psicóloga cita a sobrecarga provocada pelo excesso de atividades extracurriculares e outros compromissos. “A criança precisa de momentos de lazer para se estruturar psiquicamente. Criança tem que ser criança e brincar. O excesso de atividades retira a espontaneidade esperada para a idade”, afirma.

O mesmo vale para o ócio. “É preciso equilíbrio entre as atividades de desenvolvimento e a liberdade de ser criança”, recomenda a psicóloga.

Para entender e identificar esses sintomas, a profissional ressalta a importância do diálogo. “O primeiro passo é a conversa regular e o olho no olho, validando os sentimentos da criança sem dizer que é ‘bobagem’. Além disso, os pais devem dar bons exemplos: não adianta pedir calma se os pais se desesperam diante de problemas. Os pais são o modelo para o futuro dos filhos”.

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