Governador se amparou em dados da Bolsa de Valores para defender postura do governo ante estatais

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, discursa durante evento no BDMG
Zema participou de evento na sede do BDMG, em BH

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), rebateu, nesta segunda-feira (29), acusações de opositores sobre uma suposta intenção de sucatear a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A fala foi feita durante evento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, o BDMG, em Belo Horizonte. Para defender a postura do Palácio Tiradentes ante as empresas, Zema recorreu à Bolsa de Valores

Lideranças de oposição a Zema apontam queda de qualidade nos serviços prestados pelas estatais de energia e saneamento. Eles associam a questão à possibilidade de privatização das duas empresas — bandeira de campanha do partido Novo. Entre 2021 e 2022, a Cemig chegou a ser alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa.

“O banco tem batido todos os recordes — não só de empréstimos como de resultados. Durante nossa gestão, nos primeiros quatro anos, o banco teve resultados como nunca teve em nenhuma outra gestão. O mesmo não é diferente com as empresas listadas (na Bolsa) – Copasa e Cemig – que também tiveram valorização. Falam que queremos sucatear essas empresas, mas esse pessoal que fala isso nunca olhou na Bolsa de Valores, porque elas nunca tiveram um valor tão alto como nesta gestão”, disse.

No terceiro trimestre do ano passado, a Copasa teve lucro líquido de R$ 437,1 milhões. Na Cemig, o saldo positivo foi de R$ 1,2 bilhão.

Zema elogia ‘economia dinâmica’ em meio a queda arrecadatória

Durante o evento no BDMG, o governador ainda teceu elogios aos indicadores econômicos do estado.

“Temos, hoje, uma economia mais dinâmica que a média nacional e que tem crescido acima da média nacional. Os números demonstram isso plenamente”, afirmou.

Como já mostrou a Itatiaia, Minas Gerais acumula dois anos seguidos de queda na arrecadação. Em 2023, o superávit das contas públicas foi de R$ 299 milhões. No ano anterior, o mesmo indicador chegou a R$ 2,2 bilhões.

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