Os equipamentos passam a integrar a operação da malha ferroviária que atende Minas e outras regiões do país, com foco em eficiência logística, segurança operacional e redução de impactos ambientais

A entrega de oito novas locomotivas para a Ferrovia Centro-Atlântica foi realizada em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais, com investimento de cerca de R$ 700 milhões, considerando a compra dos equipamentos e contratos de manutenção. As máquinas foram desenvolvidas para operar nas condições das ferrovias brasileiras e devem ampliar a capacidade de transporte de cargas, como produtos do agronegócio e da siderurgia.
Os equipamentos passam a integrar a operação da malha ferroviária que atende Minas e outras regiões do país, com foco em eficiência logística, segurança operacional e redução de impactos ambientais.
Durante o evento, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio, comentou o cenário de investimentos no setor. “Mesmo não tendo a renovação concluída, demonstra que eles confiam muito nos projetos no âmbito federal e investem com confiança de que as coisas vão continuar andando. Então já tivemos, há dois anos atrás, entregas relevantes de oito locomotivas em Contagem, ou seja, indústria nacional, indústria mineira, mais sete locomotivas agora, e quando retomar e concretizar de fato a renovação, os investimentos serão expressivos”, destacou.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também acompanhou a agenda e falou sobre o impacto da iniciativa no estado. “Uma entrega muito importante aqui para Minas Gerais, já que a VLI é uma grande operadora de ferrovias em Minas, um investimento que totaliza mais de R$ 700 milhões, porque além das locomotivas temos os contratos de manutenção ao longo do tempo. Isso gera empregos, gera oportunidades aqui em Sete Lagoas, então fico muito feliz de ver o setor ferroviário em Minas avançar”, afirmou.
A VLI, responsável pela operação da ferrovia, afirma que os investimentos fazem parte da ampliação da capacidade logística e da continuidade dos aportes na malha ferroviária, de acordo com o CEO, Fábio Marchiori.
“Nos últimos quatro anos, incluindo esse ano de 2026, nós vamos ter colocado quase R$ 5 bilhões na ferrovia Centro Atlântica. Nos últimos três anos, compramos 27 locomotivas, então nós continuamos o padrão de investimento necessário para dar conta das cargas que estão sendo originadas, tanto no interior do Brasil em direção ao litoral, quanto que vem através de importação do litoral e precisa chegar no interior do Brasil”, explicou.
“Então isso aqui é um símbolo, é o símbolo que nós podemos fazer as duas coisas, podemos achar um novo contrato equilibrado para concessão para a ferrovia Centro Atlântica sem necessariamente parar de investir, porque acreditamos que esse investimento, assim que o contrato for renovado, já serve para acelerar aquilo que o Brasil mais precisa, uma logística eficiente, uma logística moderna, uma logística sustentável”, concluiu.


