Melhora clínica ocorre enquanto PGR defende domiciliar por razões humanitárias

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma evolução clínica positiva, podendo receber alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas próximas 24 horas, segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (23).
De acordo com a equipe que acompanha o ex-presidente no hospital DF Star, em Brasília, Bolsonaro permanece internado em tratamento de uma pneumonia bacteriana bilateral, decorrente de broncoaspiração, mas está estável, sem intercorrências e com resposta favorável às intervenções médicas.
O boletim informa que ele segue sob antibioticoterapia endovenosa, além de suporte clínico intensivo e sessões de fisioterapia respiratória e motora. A expectativa de saída da UTI depende da manutenção desse quadro de melhora ao longo das próximas horas, segundos os médicos que o acompanham.
A evolução ocorre no momento em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu no Supremo Tribunal Federal a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente por razões humanitárias, atendendo a um pedido da defesa.
No parecer, o procurador-geral Paulo Gonet argumenta que o estado de saúde de Bolsonaro exige monitoramento contínuo, o que, segundo ele, não seria plenamente assegurado no sistema prisional. Para a PGR, o ambiente familiar permitiria um acompanhamento mais adequado e reduziria riscos de agravamento súbito.
A manifestação destaca ainda que a Corte já admite, em situações excepcionais, a flexibilização do regime de cumprimento de pena em casos de doenças graves, com base nos princípios da dignidade da pessoa humana e da preservação da vida.
Apesar da melhora clínica e da possível alta da UTI, o parecer da PGR reforça a necessidade de vigilância constante do quadro de saúde, o que sustenta o pedido de mudança para o regime domiciliar.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e abolição violenta do Estado democrático de direito, e está preso desde novembro de 2025.
A decisão final sobre a eventual concessão de prisão domiciliar caberá ao relator do caso no STF, o ministro Alexandre de Moraes


