Lilian Batista Gomes, de 39 anos, faleceu nesta segunda-feira (26) no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Odilon Behrens

Lilian Batista Gomes, de 39 anos, será velada nesta terça-feira (27) no Cemitério Belo Vale, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A mulher morreu nesta segunda-feira (26). Ela estava internada para tratar de uma pneumonia no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de Belo Horizonte.
A família denunciou que foram encontradas larvas na boca e no nariz da paciente enquanto ela estava hospitalizada. A Itatiaia obteve acesso a um vídeo, registrado na tarde desse sábado (24), que flagrou os animais.
Larvas na boca e no nariz de paciente em coma
“Meu avô falou assim: ‘Ô, Bebela, vem cá para você ver. Tem um bicho na Lílian’”, relatou Isabela Cristina Batista, uma sobrinha da vítima, à Itatiaia.
Ao se aproximar da cama, a parente afirma que viu larvas na região do rosto da tia, que estava com máscara, tubo de oxigênio na boca e sonda no nariz.
Um médico foi chamado ao local, mas não soube explicar o ocorrido. “O médico pediu, pelo amor de Deus, que a gente perdoasse ele, disse que não sabia o que estava acontecendo ali”, relatou.
Isabela afirmou que, ao mexer no acesso da paciente, viu ainda mais larvas sob os curativos. “Na hora que puxou, começou a subir bicho entrando na boca e no nariz dela. Aquilo ali me revoltou”, disse.
Após o episódio, a família procurou uma base policial para registrar um boletim de ocorrência.
Piora no quadro após o episódio das larvas
Segundo familiares, Lilian tinha 39 anos e vivia com sequelas de uma meningite contraída aos seis meses. Ela deu entrada no hospital com suspeita de tuberculose, posteriormente descartada por exames, e foi diagnosticada com pneumonia.
A paciente estava em coma induzido desde a internação. Nos últimos dias, os médicos haviam iniciado o processo de retirada do coma, já que o quadro clínico havia apresentado melhora.
No entanto, a saúde da mulher piorou após o episódio das larvas. Na manhã desta segunda, ela sofreu uma parada cardíaca e faleceu.
Teresa Gross, advogada da família, afirmou que o caso não pode ser tratado como uma fatalidade. “Isso não é fatalidade, isso é descaso”, disse.
Prefeitura se posiciona
Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que lamenta o ocorrido e o caso está sendo apurado em um processo interno no Hospital Metropolitano Odilon Behrens.
Abaixo, confira a nota completa:
“A Prefeitura de Belo Horizonte lamenta o ocorrido e informa que o caso está sendo apurado em processo interno pelo Hospital Metropolitano Odilon Behrens (HOB). A ala adulta de terapia intensiva do hospital possui 40 leitos e trata-se de um episódio pontual.
A unidade conta com telas de proteção em todas as janelas, cortinas de vento nas portas e são realizadas, frequentemente, ações de limpeza em todos os equipamentos de ar-condicionado. Há ainda o fechamento de frestas nas estruturas das janelas, a troca de ralos e a capacitação das equipes. O HOB segue rigorosamente os protocolos assistenciais, incluindo a realização de higiene bucal de pacientes a cada 12 horas, como medida de prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica.
O HOB ressalta ainda que foram adotadas imediatamente todas as medidas assistenciais indicadas, conforme o protocolo de segurança do paciente. No domingo (25) os familiares se reuniram com a equipe do hospital para esclarecimentos. O HOB permanece à disposição dos órgãos competentes e da família para os devidos esclarecimentos.


