Setor amplia presença internacional com crescimento de 26% no valor exportado, liderado pelos espumantes, segundo Consevitis-RS

O setor vitivinícola brasileiro registrou exportações de US$ 13,3 milhões em vinhos e espumantes em 2025, um aumento de 26,14% em relação ao ano anterior, segundo dados do projeto Wines of Brazil.
O projeto é desenvolvido pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Os produtos foram enviados para 63 países, com destaque para Paraguai, Haiti e Estados Unidos.
Espumantes lideram crescimento
O crescimento das exportações foi puxado pelos espumantes, que tiveram aumento de 37,85% em valor e 48,76% em volume.
As exportações de vinhos também cresceram, com alta de 23,64% em valor e 22,16% em volume.
Segundo Rafael Romagna, gerente de promoção para o mercado externo do Consevitis-RS, os resultados refletem tanto o investimento na promoção internacional das empresas quanto o reconhecimento da qualidade dos produtos brasileiros em premiações internacionais.
“O recente reconhecimento dos vinhos brasileiros em premiações internacionais leva conhecimento sobre os nossos produtos ao mundo. Mesmo em um ano macroeconomicamente desafiador, conseguimos avançar nas exportações”, afirma Romagna.
Wines of Brazil e participação em feiras internacionais
De acordo com o Consevitis-RS, o projeto Wines of Brazil apoiou 21 vinícolas exportadoras, que representam 62,9% das empresas brasileiras que vendem para o exterior, além de responder por 72,53% das exportações de espumantes.
A presença em feiras internacionais foi um dos principais fatores para os resultados de 2025. Foram seis eventos internacionais, incluindo encontros exclusivos entre compradores e vinícolas brasileiras.
Entre as empresas participantes do projeto estão Aurora, Casa Valduga, Miolo, Salton, Bárbara Eliodora e CRS Brands, entre outras.
Perspectivas para 2026
O gerente do projeto aponta que 2026 deve ser um ano mais desafiador, devido à combinação de acordos bilaterais e medidas protecionistas adotadas por alguns países.
“Diante da volatilidade do mercado, manter um desempenho semelhante ao de 2025 já seria considerado um resultado positivo”, afirma Romagna.
O calendário de feiras internacionais começa com a Wine Paris, entre 9 e 11 de fevereiro, onde o Brasil será representado por oito vinícolas, com rótulos de diferentes estados, incluindo Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco e São Paulo.


