Com a tradicional lavagem da escadaria da Igreja São José, o bloco convoca foliões para transformar a avenida em um mar de axé e inclusão

Se o coração é o órgão que rege o corpo humano, o Baianas Ozadas se define como o coração que rege o Carnaval de Belo Horizonte. Em entrevista à Itatiaia, Marcos Andrade, coordenador da ala de dança e intérprete de Libras do bloco, revelou que o cortejo está pronto para manter a essência que o tornou um dos maiores do Brasil, mas com “cartas na manga” para surpreender o público em 2026.

Para este ano, a receita do sucesso combina a energia de sempre com novidades mantidas sob sigilo. Marcos garante que a estrutura que consagrou o bloco continua, mas adianta que o público deve se preparar para o inesperado.

“Continuamos com aquilo que está dando certo: alegria, empolgação e muita energia. O que vem de novo eu ainda não posso falar, é surpresa, mas tem uma coisa muito importante vindo aí para todo mundo”, instiga o coordenador. O rito de abertura, que já faz parte do patrimônio imaterial da cidade, está confirmado: a lavagem da escadaria da Igreja São José. O ato, que faz uma alusão direta à tradicional lavagem do Bonfim, em Salvador, promete ser ainda mais emocionante nesta edição.

Meta de 3 milhões de foliões

O otimismo de Marcos Andrade reflete o tamanho do bloco. Com uma ala de dança composta por 75 integrantes, o coordenador não hesita em sonhar alto quando o assunto é a multidão na avenida.

Embora o Carnaval de BH receba cerca de 5 milhões de pessoas ao longo de todos os dias de festa, Marcos faz um convite ousado: “Eu quero que esses 5 milhões desçam para a Afonso Pena e venham caber lá dentro de alguma forma. Mas acho que uma média de uns 3 milhões de pessoas ali seria muito legal para a gente”.

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