Membro da equipe de transição do novo governo, ex-prefeito de Betim afirmou que o projeto original proposto pelo ex-governador Romeu Zema (Novo) era ‘inviável’

Deputado estadual eleito, Vittorio Medioli (PL) • Alexandre Netto/ALMG
Deputado estadual eleito Vittorio Medioli (PL-MG) disse, nesta terça-feira (27), em entrevista exclusiva à Itatiaia, que o governo eleito de Cleitinho Azevedo (Republicanos) tem novos planos para o Rodoanel da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Membro da equipe de transição, o ex-prefeito de Betim afirmou que o projeto original proposto pelo ex-governador Romeu Zema (Novo) era inviável.
Questionado sobre a ação movida por uma comunidade quilombola contra o traçado do Rodoanel no Tribunal Regional Federal da 6ª Região Federal (TRF-6), Medioli explicou que o traçado proposto pelo governo eleito é novo.
“O nosso traçado é outro, não passa pela comunidade quilombola, porque o traçado do Zema estava errado. Nós gastamos fortunas de dinheiro mostrando para ele que não resolve nada, corta Ibirité, Betim e Contagem ao meio com uma linha de pedágio. Quem vai pagar pedágio para entrar e sair? É inviável, um absurdo. Tivemos várias reuniões mostrando que não dá. Foram seis anos com esse ‘lero-lero’ e não deu em nada”, disse.
Em outubro do ano passado, a Justiça Federal em Minas Gerais determinou a suspensão da licença prévia do governo de Minas concedida para a empresa INC SPA para o início das obras de construção do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte.
A decisão obrigou o estado a consultar comunidades afetadas pela obra da nova rodovia. Na ocasião, a Federação das Comunidades Quilombolas apontou que a construção do Rodoanel “pode causar danos sociais irreparáveis”. Desde então, o projeto está parado.
“Tem dinheiro de sobra. Quando você entra na Região metropolitana, vindo de São Paulo, passando pelo Citrolândia, e agora tem um aeroporto que vai abrir ano que vem, o traçado do Rodoanel começa margeando o aeroporto. Ele atravessa Betim, entra em Sarzedo, vai no pé da Serra, atravessa Ibirité, o Barreiro e chega no Olhos d’Água. Quem mora em Nova Lima, quer ir para São Paulo, não passa mais pelo Anel Rodoviário, vai cair direto nessa via. O projeto está muito bem detalhado”, completou.


