Polícia Civil realiza nova perícia na casa em que esposa de PM foi encontrada morta em SP

A Polícia Científica deve realizar, nesta sexta-feira (11), uma nova perícia na casa de Larissa Morata, de 29 anos, que morreu com um tiro na cabeça em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O marido dela, Vinicius Costa Silva, que é policial militar, está preso suspeito de ter cometido o crime.
Os exames complementares devem ajudar a entender as circunstâncias da morte da mulher. O laudo necroscópico de Larissa descreve ao menos 16 equimoses múltiplas, marcas semelhantes a hematomas. O documento aponta que as lesões estavam distribuídas pelas mãos, pelos pés, pelos joelhos e pela perna esquerda.
Vinicius foi preso temporariamente na segunda-feira (7), durante o velório da esposa, e teve a prisão mantida pela Justiça. Ele está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.
O laudo aponta:
- uma lesão de 4 cm por 2 cm na lateral da mão esquerda, próxima ao dedo mínimo;
- duas lesões nos dorsos dos pés, uma de 3 cm por 2 cm e outra de 2,4 cm;
- cinco lesões no joelho direito, medindo entre 0,5 cm e 1,5 cm;
- duas lesões no joelho esquerdo, uma de 1 cm por 0,5 cm e outra de 1 cm por 1 cm;
- cinco lesões na perna esquerda, com tamanhos entre 1 cm e 1,5 cm.
O laudo descreve as equimoses, mas não estabelece quando ou como essas lesões foram produzidas. O documento também não atribui as marcas a agressões, queda ou outra circunstância.
O documento do Instituto Médico-Legal também aponta a presença de muitos fios de cabelo soltos, grudados na calça da vítima, sem presença de sangue. O laudo não especifica a quem pertenciam os fios e destaca que os cabelos do cadáver estavam sujos de sangue.
A conclusão do relatório aponta que a morte foi causada por traumatismo cranioencefálico decorrente de ferimento por arma de fogo. Larissa foi atingida por um único disparo. O trajeto da bala foi descrito como “de trás para frente e da esquerda para a direita”.
Relembre o caso
Larissa foi encontrada morta com um tiro na cabeça, dentro do banheiro da casa onde morava com o policial, no último domingo (6). Ao lado do corpo estavam a arma, um coldre, carregador, munições e um estojo de munição deflagrado. O caso foi inicialmente registrado como morte suspeita.
Segundo a versão apresentada por Vinicius à polícia, ele teria chegado em casa pela manhã e discutido com Larissa sobre o fim do relacionamento. Depois, afirmou que foi dormir e acordou com o barulho de um disparo. O policial disse ter encontrado a mulher caída no banheiro e acionado o socorro.
A hipótese de suicídio, no entanto, passou a ser questionada durante a investigação. A perícia analisa, entre outros pontos, a trajetória do projétil, a posição do corpo e da arma e os resultados dos exames residuográficos e balísticos para verificar se a dinâmica encontrada é compatível com um disparo feito pela própria vítima.
A irmã do policial estava na residência no momento dos fatos e, segundo a polícia, permaneceu no imóvel com o filho de dois anos de Larissa e Vinicius. Ela também prestou depoimento à polícia.


