Sequestro mais longo da história de MG aconteceu em 2023, quando a menina foi levada à força no bairro General Carneiro, em Sabará

PC diz que Evellyn Jasmim está morta: sequestro mais longo da história de MG • Redes sociais

Mais de três anos após o mais longo sequestro da história policial de Minas Gerais, a Polícia Civil de Minas Gerais informou, em coletiva nesta quinta-feira (27), que Evellyn Jasmim foi assassinada. A menina, que tinha 8 anos, foi levada à força na noite de 21 para 22 de junho de 2023, no bairro General Carneiro, em Sabará.

Três investigados por participação no crime foram presos. Um quarto foi assassinado.  A investigação mostrou que a criança foi mantida em cativeiro por algumas horas em um sítio na região de Ravena, em Sabará, na Grande BH, antes de ser assassinada. Os suspeitos teriam decidido matar Evellyn por temerem que ela os reconhecesse, já que a menina convivia com os envolvidos no crime. Agora, as investigações da Polícia Civil apontam que Evellyn também foi assassinada e teve o corpo jogado na zona rural de Caeté, na Grande BH. O corpo dela não foi encontrado.

A Polícia Civil investigou quatro pessoas, entre elas o pai de Evellyn, Sildirley Silva Acácio Machado, que estava preso na época do crime. 

Relembre o caso

Criminosos fortemente armados invadiram o salão de beleza onde estavam a mãe de Evellyn, Katlyn Lorrayne Oliveira, e a cabeleireira Ana Raquel Brito. As três foram sequestradas e colocadas à força em um carro. Próximo à companhia da Polícia Militar (PM), Kathlyn se jogou do veículo em movimento tentando pedir socorro, mas foi executada a tiros. Em outro ponto do trajeto, a cabeleireira Ana Raquel também foi assassinada.

O corpo de Ana Raquel foi encontrado apenas na noite do dia seguinte, abandonado às margens da BR-040, em Contagem. Desde então, o paradeiro de Evellyn Jasmim era um mistério.

Desde o começo, a principal linha de investigação da Polícia Civil apontava como mentor do sequestro o pai de Evellyn, Sildirley Acácio, conhecido como “Di”, que está preso há vários anos e é apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Kathlyn usava as redes sociais para fazer graves e constantes acusações contra o ex-marido e também contra um parceiro de Di e apontado como líder do tráfico no bairro Estrela Dalva, em Contagem, além de também ser ligado ao PCC. A investigação mostrou que esse parceiro não teve participação no caso da criança.

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