São cumpridos quatro mandados de prisão temporária

Operação mira esquema de entrada de celulares e drogas em presídio • Reprodução
Foi deflagrada, nesta segunda-feira (3), uma operação contra uma organização criminosa responsável pela entrada de drogas, aparelhos celulares e acessórios no sistema prisional fluminense. A ação foi realizada por policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), com apoio da da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário (SSISPEN).
A operação cumpre quatro mandados de prisão temporária, além de mandados de busca e apreensão, em endereços na capital fluminense e na Região Metropolitana. Até o momento, quatro pessoas foram presas, sendo uma em flagrante.
De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, as investigações tiveram início após uma tentativa frustrada de introdução de drogas e celulares em uma unidade prisional do estado. A partir desse episódio, os agentes realizaram um amplo trabalho de inteligência, com análise de imagens, cruzamento de dados, diligências e investigação financeira, que permitiu identificar um grupo criminoso estruturado, com divisão de tarefas e atuação coordenada para abastecer integrantes de facções criminosas presos.
O grupo criminoso abastecia o Presídio Nelson Hungria, no complexo penitenciário de Gericinó, principalmente com aparelhos celulares para a prática de golpes. O principal alvo da operação é o policial penal Wagner Jardim Dias, responsável por facilitar a entrada de drogas e aparelhos celulares nas unidades prisionais fluminenses. Ele está preso desde novembro do ano passado após ser flagrado facilitando a entrada de drogas e celulares no sistema prisional. Para a entrada dos materiais ilícitos nos presídios ele aliciava mulheres.
As apurações também revelaram que um dos principais alvos da operação movimentou mais de R$ 259 mil em transferências em um curto período, valor incompatível com sua capacidade financeira.


