Enquanto não há reunião a composição da gasolina segue com 30% de etanol. O adiamento cria incerteza no setor de combustíveis e energia

O tema foi apresentado hoje pelo secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Pietro Mendes • Banco de imagens | iStock
A reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para esta quarta-feira (8), em Brasília, foi adiada pela terceira vez. No encontro, seria discutido o aumento da mistura de etanol na gasolina, que hoje é de 30% e poderá passar para 32%.
Em comunicado, o Ministério de Minas e Energia (MME) não informou o motivo do adiamento nem divulgou uma nova data para a reunião.
Sem a decisão do conselho, a mudança na composição da gasolina continua suspensa, o que mantém a incerteza no setor de combustíveis. A definição é considerada estratégica porque afeta toda a cadeia produtiva, desde as usinas de etanol até a distribuição e a venda nos postos.
Se a proposta for aprovada pelo CNPE, a gasolina passará a ser composta por 32% de etanol anidro e 68% de gasolina fóssil. O adiamento impacta principalmente o planejamento da produção, a logística de abastecimento e a necessidade de importação de gasolina.
Para o governo federal, a redução da participação do combustível fóssil diminui a dependência da gasolina, reduz a necessidade de importações, especialmente em um cenário de instabilidade internacional, oscilações cambiais e estimula a produção de biocombustíveis, fortalecendo a política de transição energética.
Para o setor, o adiamento também posterga decisões sobre investimentos em infraestrutura e expansão da produção. Já para os consumidores, os efeitos não são imediatos, mas a nova mistura poderá influenciar os preços da gasolina nos postos após a decisão definitiva do conselho.


