Padrasto que levou a criança, de 1 ano e 8 meses, morta para unidade de saúde também foi preso; Polícia Civil investiga homicídio qualificado e maus-tratos

A mãe, de 26 anos, da criança, de 1 ano e 8 meses, que chegou morta na Unidade de Pronto Atendimento Oeste (UPA) foi presa pela Polícia Civil de Minas Gerais pelo crime de maus-tratos qualificados pelo resultado morte. O padrasto do bebê, de 32 anos, também foi preso, mas pelo homicídio qualificado. Foi ele quem levou a criança já morta para a unidade de saúde.
As prisões foram efetuadas por agentes do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A informação foi confirmada por fontes da Itatiaia. O caso ocorreu na noite dessa terça-feira (7). O óbito da criança foi confirmado na UPA, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para passar por exames de necropsia.
“A PCMG instaurou Inquérito Policial para a devida apuração do caso e a instituição aguarda a conclusão de laudo pericial que possa atestar as circunstâncias e a causa da morte”, informou a instituição em nota divulgada antes da prisão do investigado.
Bebê chegou morto na UPA
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe médica relatou que a vítima chegou morta na unidade de saúde. A temperatura do corpo indicava que ela havia falecido há mais de 1 hora.
Os médicos classificaram a morte como suspeita. O cadáver tinha sinais de violência, como sangramento no nariz e na fralda e hematomas pelo corpo.
Aos policiais, o padrasto relatou que levou o enteado para a UPA após a criança vomitar. O suspeito informou que havia deixado a vítima com parentes.
Uma testemunha ouvida pela Itatiaia afirmou que a mãe e o padrasto prendiam o bebê, com o rosto tampado, em um “chiqueirinho”. Além disso, denunciou que práticas de maus-tratos eram frequentes na família e que os adultos são usuários de drogas.


