Pesquisa revelou que medicamento não acelera recuperação e não diminui a dor das lesões

Um estudo com o tecovirimat, principal medicamento usado para combater a mpox
, revelou que a terapia com o remédio não reduziu o tempo até a resolução clínica da doença, não causou diminuição da dor nem aumentou a eliminação do vírus em adultos. A pesquisa
foi publicada na revista científica The New England Journal of Medicine em fevereiro deste ano.
O levantamento contou com a participação de 344 adultos com quadro de mpox do clado II confirmado. Um grupo de participantes recebeu o antiviral e outro, placebo, durante 14 dias.
Os pacientes foram divididos de forma aleatória entre os grupos, sem que pacientes ou pesquisadores soubessem quem recebia o antiviral ou o placebo. A comparação entre o placebo e o tecovirimat não mostrou evidência de benefício clínico.
Entre os pacientes que se trataram com o medicamento, 83% apresentaram resolução clínica. O percentual entre os participantes que tomaram o placebo foi de 84%. Além disso, a diferença média na intensidade da dor foi de apenas 0,1 ponto em uma escala de 0 a 10, e a eliminação do vírus ocorreu em ritmo semelhante nos dois grupos.
Mpox
Os principais sinais e sintomas de mpox incluem lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza. Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação clínica e informar eventual contato com caso suspeito ou confirmado.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais e objetos contaminados. Para prevenção, recomenda-se evitar contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Em situações de cuidado, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras.
Pessoas com suspeita ou confirmação devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. Também é fundamental reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
O tratamento é baseado em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada. Não há, até o momento, medicamento específico para a doença.
A estratégia de vacinação prioriza pessoas com maior risco de evolução para formas graves, como pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses. A vacina também é indicada para profissionais de laboratório que atuam com nível de biossegurança 2 e pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos.


